estreito_engomado
Estreito-me nos estreitos
Passo não passo passando estreitado
Apertado nas margens que apertam
Trilhos em traços no espaço
Fustigam o abraço estreito
Estoiram as mães de peito
Traços perdidos na secura
São luz medonha na tela pura
Empedrados intelectos estreitados
Zurram em montes deitados
Papéis fiados não fiando
Nada ficará cantando
Cimeiras de fados postiço
Banquetes de poetas desfilando
Trapos de poesia quebraram
No estreito pensar necrosado
Ficam eles outros chorando
Galope na fuga atrapalhada
Gritos à molhada
Pum
Sinto-me no medo deles outros
Putos que sacodem a pele do pó
Que da Terra tanta empoeirada
Salpicam saltitam de cara magoada
Ei-los que gingam no poema
Triturado no estreito que me estreita
O vento vagueia sonhos
Bandeiras em desfralde picotadas
Balas balões pum
O choro vai nas nuvens espuma
Metralhado na inocência vai
No colo da mãe que espera
Tontos na cegueira incólume
Cegos por opção nação
lixo glutão
Certeiros na amargura razão
Desesperados nos cueiros do poder
Ter estreito ter
Estreito- me no pensamento
Apertado em águas que ondulam
Tento em veneta atada
Desenhar linhas estreitas tantas
Rasuro brechas de luz apagada
Estreito-me
eugeniohenrique 14/7/2026
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