vento no forte
Ali muralha da dor
Ali o mar esgota a liberdade
Ali as palavras suturam silêncios
Ali aperto-me no lodo da rudez
Ajeito-me no crocitar continuo
Trepo no postigo da noite
O bailado da nudez ondula
A cianose esburaca o poema
Ventos ventos que sopram cerrados
Azuis selados aferrolham a voz
Portas portões de sangue seco
Mutilam a caminhada
O mar desenrola a liberdade
Fustiga o segredo breu
Tocam os sinos da desgraça
O tempo afogado em colos
Entrouxados na lama seca
Chão isolamento
Céu de nada frio da manada
Chicote porrada de gente armada
Desenhos do pensamento
Invento o caminho
No vento forte do forte
Estive no vento n_orte
eugeniohenrique 8/12/2025