Caídos
Frio em vento que estala no rosto desenhado pelo silêncio das pedras cama de cartão embebedado de sonhos idos lágrimas secas que dançam entre soleiras sombrias frio no gelo moído na dor de ser triturado no olhar farpado rostos desenhados embalagem rostos violeta sem aro sem amparo caídos em terra fria rotos de cansaço fossilizados no tempo inerte pensamento ventania nas palavras impressas embrulho de ser não ser olhar em névoa mendigar sonhos embrulhados descalços estafados na tristeza o rio corre no olhar embala o lixo da cegueira tela perfurada de azuis violentados pinceladas de fumaça desgraça na aurora o despejo do poema
eugeniohenrique 24/04/2026